Como a música entra no roteiro de um evento corporativo: coquetel de inauguração, confraternização, jantar executivo e congresso.
Evento corporativo tem uma restrição que casamento não tem: quase sempre existe alguém para falar. Discurso de abertura, apresentação de produto, agradecimento a um homenageado. A música precisa sustentar o ambiente sem disputar com a fala — e isso é menos uma questão de repertório do que de volume, formação e posicionamento no salão.
A segunda diferença é o espaço. Lobby de hotel, salão de recepção, auditório de congresso e loja recém-inaugurada pedem formações diferentes, porque a área disponível no chão muda o que cabe. Um dueto ocupa dois metros por um e meio; um quinteto de jazz, com bateria e amplificação, precisa de cinco por três e de tomadas.
A terceira é o roteiro. Um evento corporativo se divide em blocos com funções distintas — chegada dos convidados, circulação, discurso, brinde, encerramento — e cada bloco pede um tratamento musical próprio. O erro mais comum é tratar tudo como música de fundo, o que apaga os momentos que deveriam ter peso.
Os artigos desta seção tratam desses pontos na prática: como montar o roteiro, onde a música entra em cada momento e como escolher a formação a partir do espaço que você tem.
Como montar o roteiro de um coquetel de inauguração e onde a música ao vivo entra: chegada, circulação, discurso e brinde. Formação, volume e o que a produção precisa providenciar.